Os ângulos do glaucoma.

É o ângulo entre a íris e a córnea e a pressão que nele é exercida que define o tipo de glaucoma. O mais freqüente é o glaucoma de ângulo aberto ou crônico, em que a pressão é mais lenta, mantendo-se o espaço entre a periferia da íris e a córnea. A visão periférica vai diminuindo progressiva mas lentamente, daí que o indivíduo demore a aperceber-se da doença.

Já no glaucoma de ângulo fechado, a pressão é mais rápida e nítida. O espaço entre a íris e a córnea é pouco profundo, o que dificulta a passagem do humor aquoso através da pupila. Em conseqüência, a periferia da íris tende a projeta-se para diante e a tocar na córnea. Pequenas alterações da espessura da íris devido à congestão vascular podem precipitar um bloqueio completo do fluído, com um rápido aumento da pressão intra-ocular. O olho fica tenso, vermelho, doloroso. A córnea tende a ficar opaca, a visão enevoada e, se houver interrupção da irrigação sanguínea do nervo óptico, pode ocorrer perda de visão.

O tratamento é urgente, sendo o glaucoma de ângulo fechado ou agudo a única urgência oftalmológica, se excluirmos os traumatismos acidentais.

Embora mais dramático, este tipo de glaucoma é mais raro nos países ocidentais. Ao contrário do glaucoma crônico, que afeta indiferenciadamente o sexo masculino e o feminino, o agudo tendo a manifestar-se em mulheres de meia idade.

Há um terceiro tipo de glaucoma – o congênito. Ocorre apenas num em cada dez mil recém-nascidos e os seus sintomas são claramente identificáveis: os olhos demasiado grandes ressaltam e lacrimejam freqüentemente; as crianças apresentam maior sensibilidade à luz e piscam os olhos.