O olho do ser humano

O olho é opticamente equivalente a uma máquina fotográfica comum, sendo constituído basicamente de um sistema de lentes, um sistema de diafragma variável e uma retina que corresponde a um filme em cores.

O olho tem características especiais, muitas das quais inexistentes mesmo nas câmeras mais sofisticadas:

  • Um sistema automático de focalização que permite ver, por exemplo, objetos a 25 cm e logo a seguir outros a grandes distâncias;
  • A íris, que corresponde ao diafragma, controla automaticamente a quantidade de luz que entra no olho;
  • Eficiência de operação para ver tanto em ambientes com muita luz como em outros pouco iluminados;
  • Visão angular muito grande: horizontal - 90° na direção da têmpora e 50° na direção do nariz - e vertical - 50° para cima e 65° para baixo, a partir do ponto central do olho;
  • A imagem de um objeto formado na retina é invertida.

Principais Elementos do Olho Humano

A parte anterior do olho é formada pela córnea, uma camada curva clara e transparente, responsável por dois terços da focalização da luz na retina. A refração dos raios luminosos nas diversas partes do olho é que produz a focalização na retina.

Atrás da córnea existe um fluido claro, praticamente incolor, chamado humor aquoso. Esse fluído é produzido continuamente e eliminado pelo canal de Schlemm. Ele mantém a pressão do olho em 15mmHg, além de fornecer nutrientes à córnea e ao cristalino que são vascularizados.

A seguir vem a íris, de cor azul, verde, castanha ou cinza, que é um diafragma composto principalmente de músculos circulares e radiais que ao se contraírem ou se distenderem, diminuem ou aumentam o tamanho da abertura - a pupila - por onde entra a luz. A principal função da íris é controlar a luz que penetra no olho.

Depois de ter atravessado a córnea, o humor aquoso e a pupila, a luz encontra o cristalino, também chamado lente, pois funciona como tal, responsável por praticamente o terço restante da focalização da luz na retina. Sua curvatura é maior atrás que na frente. Os ligamentos suspensores que ligam o cristalino aos músculos ciliares podem alterar a forma do mesmo tornando-o mais convexo, aumentando assim sua capacidade de desviar os raios luminosos, ou seja, seu poder de focalização.

A parte seguinte do olho atingida por um raio luminoso incidente é o humor vítreo, uma substância clara e gelatinosa que preenche todo o espaço entre o cristalino e a retina.

E finalmente, o raio luminoso chega à retina que é cor-de-rosa e possui uma espessura aproximada de 0,5 mm. Ela cobre quase toda a superfície interna do olho, é altamente vascularizada e contém uma rede de nervos. A retina é a parte do olho sensível à luz, onde ocorre a conversão da imagem luminosa em impulsos elétricos nervosos, os quais são enviados ao cérebro para serem processados.