QUANTO ANTES, MELHOR: CONHEÇA AS 7 DOENÇAS OCULARES QUE PODEM SER DIAGNOSTICADAS PRECOCEMENTE

Você sabia que quando se trata de doenças oculares, prevenir é a palavra-chave? É isso mesmo! Por meio da prevenção é possível estarmos à frente de qualquer doença, seja evitando a possibilidade de que ela venha acontecer ou retardando o início de sua instalação, quando ela ainda não se manifestou efetivamente.

De acordo com o oftalmologista Richard Yudi Hida, para manter a saúde dos olhos é necessário fazer uma análise detalhada periodicamente, pois algumas doenças oculares são silenciosas. “Os olhos são compostos por estruturas frágeis e exigem cuidados frequentes para que se tenha uma boa visão. Com a realização do exame oftalmológico de rotina, é possível detectar doenças no início, evitando que possíveis problemas se agravem e evoluam, podendo até levar o paciente à cegueira”, alerta o especialista.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 39 milhões de pessoas no mundo não enxergam e 246 milhões têm deficiência visual moderada ou grave. Ainda de acordo com a organização, uma grande parte dos casos de cegueira poderiam ter sido evitadas com diagnóstico precoce. “Em crianças, estima-se que cerca de 40% das causas de cegueira infantil são evitáveis ou tratáveis”, diz Richard.

Mas você sabe quais doenças podem ser diagnosticadas precocemente? Veja abaixo a relação e o tratamento indicado para cada uma delas:

Ambliopia: conhecida popularmente como “olho preguiçoso”, é uma “falha” no desenvolvimento do potencial máximo de visão. O desenvolvimento da visão em humanos se inicia no nascimento e vai até aproximadamente 7 anos de idade. O tratamento é a oclusão de um dos olhos a critério médico. Quando diagnosticado precocemente, o tratamento é muito satisfatório.

Estrabismo: a criança pode nascer estrábica ou desenvolver a doença após o nascimento. O tratamento consiste em uso de oclusão, óculos e até a cirurgia.

Glaucoma: doença de origem hereditária e causado pela elevação da pressão intraocular, a doença provoca lesões no nervo óptico de forma silenciosa e lenta. Esta doença é considerada traiçoeira devido a perda da visão periférica de forma lenta, progressiva e assintomática. A perda visual ocorre em estágios mais avançados e compromete primeiro a visão periférica. O tratamento consiste basicamente no uso de colírios.

Degeneração macular relacionada à idade: considerada uma das principais causas de cegueira irreversível em pessoas com mais de 50 anos de idade, é uma doença que acomete a área central da retina, chamada de mácula. A mácula é responsável pela visão central e de detalhes. O tratamento varia de acordo com a forma de desenvolvimento da doença e do estágio. A doença pode ser evitada com orientação geral da saúde desde jovem, com dieta saudável e proteção contra raios UV. O tratamento consiste em procedimentos como injeção dentro do olho ou aplicações de laser.

Catarata: é a maior causa de cegueira reversível no mundo. A doença, na maioria dos casos, relacionado com o envelhecimento natural dos olhos que provoca uma opacidade do cristalino, lente natural situada atrás da íris, cuja transparência permite que os raios de luz o atravessem e alcancem a retina para formar a imagem. O tratamento é cirúrgico e consiste em remover a catarata e implantar uma lente intraocular. A cirurgia não deve ser realizada precocemente, mas a existe um momento certo da cirurgia que depende dos sintomas do paciente e da condição do cristalino. Procure seu oftalmologista para ver detalhes.

Ametropia: também conhecida como erro refrativo ocular (popularmente conhecida como “grau”), é definida pela perda da nitidez da imagem na retina, englobando miopia, hipermetropia, astigmatismo e a presbiopia. Pode ser corrigida com o uso de óculos, lentes e cirurgia a laser. Acreditava-se que utilizando o óculos precocemente, existiria uma estabilização. Mas isso é mito. Quanto antes diagnosticado, menor o sofrimento do indivíduo para enxergar melhor.

Ceratocone: doença de característica hereditária onde provoca uma curvatura exagerada da córnea (no formato de um cone). Paciente geralmente apresenta baixa da visão em ambos os olhos de forma gradativa. O tratamento depende da gravidade, mas geralmente a maioria dos casos se resolve com o uso de lente de contato rígida (dura). Em último caso, se realiza o transplante de córnea. O diagnóstico precoce é importante, pois a doença pode ser “estabilizada” precocemente com um tratamento chamado “Crosslinking”.

Sobre Dr. Richard Yudi Hida
Dr. Richard Yudi Hida é um dos maiores cirurgiões oculares reconhecido mundialmente. Há quase 20 anos, Dr. Richard Yudi Hida atua na área de oftalmologia clínica e cirúrgica, no tratamento das mais variadas doenças visuais. O profissional é especializado em oftalmologia pelo Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. Foi Fellow nas 2 melhores Universidades do Japão (Keio University- School of Medicine e Kyorin University) onde dominou várias áreas da oftalmologia cirúrgica. Atualmente, é chefe do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, responsável por cerca de 500 cirurgias por mês. É também diretor técnico do Banco de Tecidos Oculares da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, responsável por coordenar a distribuição de tecidos oculares para transplante desta instituição. O profissional ainda é membro da equipe de Transplante de Córnea da Santa Casa de São Paulo. É médico voluntário, colaborador e membro do Grupo de Estudo em Superfície Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável por orientar inúmeras pesquisas internacionais sobre tratamento e diagnóstico de doenças da superfície ocular.

Fonte: Dezoitocom

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